quarta-feira, 8 de maio de 2013

Zeit Geist.


Muitas publicações e relatos são feitos sobre esse tema. Uma das mais completas é a que assisti num vídeo chamado Zeit Gest, que significa o espírito do tempo, e o qual descrevo, resumidamente, uma parte impressionante.
A miséria no mundo é imensa. Os conflitos são brutais e destrutivos. As agressões são constantes. Nele, 34.000 crianças morrem diariamente, de pobreza e doenças evitáveis e, onde 50% da população vivem com menos de dois dólares por dia… Uma coisa está clara: algo está errado!
Por quê? Porque o homem não procura mudar, é o mesmo de todos os tempos.
A questão é o que somos. Se somos maus ou bons, bem sucedidos ou não.
A vida é só um passeio e, tudo se aprende no caminho. A escolha para mudar é somente nossa. O segredo é descobrir o que éramos o que somos e, o que queremos ser.
Hoje a maior crise é a crise de consciência. Pois, em nosso mundo ainda há preconceitos: sociais, raciais, religiosos e fervores nacionalistas raivosos. Tudo isso leva-nos a essa crise de consciência. Para tentarmos mudar essa situação não se deve mais aceitar os velhos padrões, as antigas normas e, muitas vezes, as ultrapassadas e preconceituosas tradições.
A sociedade em que vivemos é composta por diversas instituições. Instituições religiosas, políticas, de classes sociais e de valores familiares.
É notória e profunda a influência que essas estruturas, tradicionalizadas, possuem sobre a formação de nossas perspectivas e compreensões.
Entretanto, entre todas essas instituições sociais nas quais nascemos, vivemos e, que nos condicionam, a que menos a maioria compreende e, que mais subestima é o sistema bancário.
O sistema monetário como está toma proporção quase religiosa e, é desconhecida da maioria da população.
Infelizmente, estando cientes desse processo ou não, o sangue que corre nas veias de todas essas instituições é o famigerado dinheiro.
Essa complexidade criada pelos sistemas financeiros é proposital e nefasta. Foi criada para esconder uma das estruturas mais socialmente estagnadas que a humanidade precisa tolerar. São sequências infinitas de termos financeiros, aliados a cálculos intimidadores que fazem a maioria das pessoas desistir de tentar entendê-las. Contudo, isso não se consegue quebrar e, nos prende a essas instituições.
Os bancos não sobrevivem sem os empréstimos e, sempre existe uma demanda para essas transações, as quais atendem as exigências de reservas do sistema financeiro. Ou seja, do que se empresta, muito permanece na agência para ser emprestado, novamente, para outro. Assim, cria-se um dinheiro fictício. Isso praticamente indefinidamente. Até pode-se dizer que isso é uma fraude.
Alimenta-se a inflação e, a verdadeira fraude ocorre quando distorcem o valor da moeda. O único modo de o dinheiro existir é através dos empréstimos das instituições financeiras. Bilhões de dólares que ouvimos na mídia são meramente cifras eletrônicas, são virtuais, porém tem o poder de mudar muito na população. Tudo isso criado pelo sistema financeiro, o que é um meio de controle de massas.
Isso torna o povo escravo do sistema. O capital apossa-se e controla a mão de obra, controlando seus salários, controlando o dinheiro. O povo nunca vai ficar livre das dívidas. As pessoas continuarão correndo para sobreviver sem sair de seus lugares. Na verdade é um sistema moderno de escravidão, criado por juros, que dificilmente poderão ser pagos. Portanto, se trabalha realmente para o sistema financeiro, para grandes corporações e para os governos.
Tudo isso fortalece o império do dinheiro que só beneficia a elite da pirâmide. Esse é o espírito do Tempo. É o Zeit Geist.

Realidade Obscura...

Realidade Obscura.

Eu vivo em um mundo estranho. Ainda tento entender como vim parar aqui e qual o verdadeiro motivo da minha permanência nesse lugar. Com tantos mundos por aí, eu gostaria de saber se fiz algo errado para vir parar logo aqui. Nasci em um mundo onde existem pessoas que não choram ao ver as outras chorarem. Um mundo onde a sua vida pode facilmente ser trocada por papéis coloridos ou pedras que brilham. Onde pessoas morrem de fome e de sede, mesmo vendo frutos nascerem à sua frente e a água verter dos céus.
Não, você não gostaria de estar onde eu estou, meu amigo. Até porque, aqui onde vivo, aqueles que não têm sorte ao nascer, sequer têm a oportunidade de ler isso que escrevo. Aqui a maioria das coisas funciona à base da sorte. Mas não é uma simples fortuna, como a de um jogo em que você perde e pode começar novamente. É uma roleta-russa. Sua primeira e única chance. Sim, eu tive sorte, e espero ter ainda mais para que essas minhas palavras cheguem a mundos melhores que possam fazer algo a respeito do que está acontecendo por aqui. Afinal, se ocorre o que ocorre por aqui, é sinal de que aqueles que podem ajudar desconhecem a existência desse mundo.
Já vi pessoas baterem, mesmo tendo a oportunidade de acariciar. Se você andar pelas ruas e prestar atenção, verá rostos manchados por lágrimas e mãos sujas de sangue. Em certos lugares consegue-se até mesmo sentir na própria pele o desespero que emana de pais que não têm com o que alimentar os filhos, enquanto vê esses mesmos filhos estraçalhando o corpo e a alma de seus pais.
Eu não estou onde deveria estar e sinto que todos os dias acordo apenas para, mais tarde, dormir novamente. Você não gostaria de ver o que eu vejo, meu amigo. De sentir o que eu sinto. Já estou aqui há muito tempo, mas ainda tenho a esperança de que existe, em algum lugar, algo melhor reservado para mim e para os que não tiveram a sorte que eu tive.
Vejo pessoas que dizem que me amam, mesmo me odiando, e outras que dizem que me odeiam, enquanto me amam. Como entender isso? Quero viver em um mundo onde as pessoas amem de verdade. Quero viver em um lugar onde eu possa ver flores até onde a visão conseguir alcançar. Possa ouvir alguém chorar de felicidade. Possa ver uma criança rir.

Tenho certeza que existe um mundo assim. Um mundo onde eu acorde ao som da melodia dos pássaros livres e durma vendo uma infinita cortina de pontos brilhantes cobrindo o céu. Um mundo onde vozes toquem o meu coração. Quero ouvir uma música que acalme a minha alma. Quero sentir o abraço daqueles que eu amo.
Sim, aqui é proibido amar. Amor é interesse. É ruim. É desculpa. É pecado. Aqui, amor é tudo, menos sentimento. Vejo as esperanças se esvaírem do coração de algumas pessoas e eu também já estou começando a enfraquecer. Meus desejos já não são mais tão fortes quanto costumavam ser e a prova de que minhas forças estão terminando são essas singelas palavras que agora você pode ler. Preciso de ajuda. Meus olhos estão começando a ser vendados e sinto minhas mãos cada vez mais presas às minhas costas. Sinto-me endurecer e esfriar. Sinto-me morrer, devagar e dolorosamente, vendo a dor de outros que já não consigo mais sentir.
Preciso enxergar, mais uma vez, o verdadeiro mundo onde cresci. O mundo onde vivi na minha infância, quando as lágrimas que escorriam de minha face eram secas com atenção e meus ferimentos eram curados por sorrisos. Onde, mesmo eu sendo tão pequena, todos aqueles que eu amava estavam a um passo de distância.
Assim, meu bom amigo, se mesmo após ler tantas palavras sofridas, você chegou até aqui, seu coração viajou um mundo inteiro. Minha história é a sua história e meu mundo é seu mundo. Mesmo estando a mais do que um passo de distância, ainda assim caminhamos lado a lado de mãos dadas. Percorremos a mesma trilha e, se você pode ler isso, é porque, como eu, acredita. Acredita que a saudade cura e a dor fortalece. E que, no final, se houver mais alguém nesse mundo que creia nisso tanto quanto nós, ainda teremos por quem continuar nesse horrível mundo perfeito.